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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Clima político esquenta em Ouro Velho por conta do caso ‘Matone’

Clima político esquenta em Ouro Velho por conta do caso ‘Matone’

O ex-prefeito do município de Ouro Velho, Inácio Júnior (à esquerda na foto), ocupou os microfones da Radio Ouro Velho FM para se defender sobre o escândalo do caso ‘Banco Matone’. Ele negou ter adulterado contracheques para obter benefícios do referido banco, e também a criação de novos contracheques, relatando que tal documento falsificado pode ser criado em qualquer esquina ou em qualquer papelaria, bem como um funcionário do Banco Matone pode ter falsificado. Porém, o médico Doutor Júnior, esposo da atual prefeita da cidade, e adversário político do ex-prefeito, tratou de afirmar que as informações de Inácio Júnior não correspondem com a verdade.
Após a entrevista, o médico desmentiu o ex-prefeito e revelou que têm em mãos provas concretas de que os contracheques foram realmente criados por Inácio Júnior. De acordo com informações colhidas, o médico Dr. Júnior vai encaminhar para a promotoria esta semana além dos contracheques outras provas categoricamente contundentes que irão complicar ainda mais a situação do ex-prefeito de Ouro Velho. Dr. Júnior ainda informa que no próximo sábado (22) irá participar do programa Cariri em Ação, na rádio Ouro Velho FM, com novas revelações para rebater as criticas feitas pelo ex-prefeito a pessoa do médico.
Durante a entrevista, quando foi perguntado pelo jornalista Marivaldo Alcântara sobre a devolução de dinheiro por contas rejeitadas, o ex-prefeito respondeu alegando que o caso era absolutamente normal, dizendo que outros prefeitos e ex-prefeitos já haviam devolvido dinheiro público por irregularidades, e que ele seria apenas mais um.
Relembre o caso
No ano de 2009 o caso veio ao público quando a Polícia Federal efetuou a prisão do ex-prefeito de Catingueira, Edivan Félix, sob a acusação de suposto crime de falsidade ideológica e irregularidades para conseguir empréstimos consignados junto ao Banco Matone S.A do Rio Grande do Sul. Ao todo, 19 prefeituras na Paraíba e três Câmaras Municipais respondem a ações cautelares na Justiça.
O valor das ações dos municípios, na época, chegou ao montante de R$ 459.336,171.
As denúncias que constam nos processos são de que os gestores teriam usados amigos, correligionários e falsificado contracheques, estabelecendo salários fictícios e até mesmo a falsificação de assinaturas de servidores, para contrair empréstimos junto à entidade financeira.
CL com informações de Bruno Ferreira

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